Então.
Primeiro dia de aulas hoje e eu deveria estar fazendo dever de casa (sim, já tem uma pilha se acumulando na minha escrivaninha), mas em vez disso estou aqui humildemente postando sobre um artigo do New York Times que eu vi no site da Meg Cabot, sobre livros de verdade x fanfics.
Eu achei meio ridículo, na verdade. Basicamente, no artigo, o NY Times defende os livros, e taxa toda e qualquer fanfic de “lixo” – não exatamente nessas palavras, mas a intenção é clara.
Eu comecei a escrever fanfic com uns 11, 12 anos. Tudo bem, desde pequena eu sempre fui uma leitora voraz, mas o fato é que passar mais tempo no computador nunca me afastou dos livros de verdade. Ao contrário: ler fanfics acabou ampliando meus horizontes, e eu comecei a me interessar por outros assuntos, e outros livros. Não sei se eu posso ser usada como padrão, mas me parece que a preocupação do Times, de que as crianças, passando mais tempo lendo fanfics e ficando no computador, irão parar de ler, é meio infundada.
Além disso, as declarações da srta. Nadia, uma menina que eles entrevistaram e citam como exemplo, me irritaram um pouco.
A garota acha que, para escrever um livro, não precisar ler livros. Só escrever umas 2 fanfics já tá legal. Oi??
Até onde eu sei, cada meio de comunicação tem uma linguagem. Escrever em jornal é diferente de escrever em um blog, que é diferente que escrever um livro, que é diferente de escrever uma fanfic. Para escrever em jornal, você precisa dominar a linguagem jornalística; então, logicamente, para escrever um livro, você precisa dominar a linguagem literária. Como faz? Lendo livros.
Como a professora de português da quinta série gentilmente me explicou quando eu perguntei porque nós tinhamos que escrever redações tão cheias de regras, quando havia livros que não seguiam nem a metade delas, primeiro a gente tinha que conhecer e dominar a maneira de escrever, para depois sair escrevendo do jeito que a gente quisesse.
Então, sugiro que o NY Times pare de se preocupar conosco, pobres escritores de fics que queimam neurônios diariamente (oh, tenha pena de nós) e que se preocupe com os neurônios dessa Nadia, se é que ela tem algum.
Beijones

Futura jet setter, essa gaúcha de 17 anos sonha em ser colaboradora da Vogue e pretende escrever um livro. * Ama filmes retrô e Coca Zero e gostaria de ver todas as calças de suplex do mundo queimando numa fogueira. * Gasta todo o seu dinheiro em livros * Audrey Hepburn é seu ícone fashion e seu sonho de consumo é um Valentino vermelho.

