30DWC: dia 1 – descreva um lugar

Havia algo de espectral no lugar, um pouco como aquela sensação indescritível associada a igrejas e museus.

Talvez fossem as longas sombras que as estantes altas projetavam sobre o chão, principalmente naquela hora do dia, com o sol quase desaparecendo, deixando um rastro laranja em seu encalço. Ou talvez fosse o cheiro de papel, das milhares e milhares de páginas encadernadas nos vários volumes que cobriam as paredes.

O chão de madeira antiga rangia em certos pontos, principalmente perto das grandes janelas que davam para o jardim, em parte por conta das pequenas mesas espalhadas pelo espaço que, como uma clareira na floresta, se abria entre as estantes.

Era engraçado como um lugar tão quieto podia conter tanta vida.

Nunca tinha me dado conta de quão difícil é descrever um lugar sem inserir os pensamentos de um personagem… 😦 Se eu tiver tempo/saco, vou tentar refazer ao longo da semana, mas fica aí o registro.

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