30DWC – Dia 2: Stonehenge

Eu queria ter postado isso na semana passada, mas simplesmente não conseguia pensar no que escrever… Daí eu pensei em escrever sobre algo histórico que eu conhecesse e uma coisa puxa outra e eu lembrei de uma experiência bem legal que eu tive em um lugar histórico (que era o tema do dia 2 do 30 Days Writing Challenge).

A primeira coisa que eu notei foi o frio e o vento. Quero dizer, sendo o auge do inverno inglês – um dos mais rigorosos dos últimos anos, conforme um casal de Bath iria me afirmar com convicção uns dias depois, quando fui visitar Cambridge – imagino que era de se esperar, mas sei lá, parecia que ali o clima ganhava uma qualidade diferente, meio inexplicável.

 

 

À primeira vista, e de longe, as pedras em si eram um pouco decepcionantes – não traziam mais toda aquele imponência que deveram projetar sobre nós, pobres mortais; talvez até porque algumas já tivessem caído, o que dava ao lugar um aspecto de ruína mesmo. Mas foi entrar na fila para pegar aquele radinho que faz às vezes de guia que minha opinião começou a mudar. Imagino que o painel que a administração montou do lado da fila, com um grande desenho mostrando como Stonehenge foi montado (me deu vontade de comentar que aquilo certamente era uma suposição, porque até hoje ninguém sabe de verdade, mas não quis fazer a nerd chata) e como era em seus dias de glória, tivesse sido montado ali especificamente com esse intuito em mente. De qualquer forma, funcionou, porque antes mesmo de pegar meu radinho já estava pensando em como aquele lugar era especial, que tipo de pessoa andava por ali, para que deuses rezavam, etc.

Stonehenge

eu morrendo de frio nas mãos em 2010

Em Stonehenge, tem uma espécie de trilhazinha que serpenteia ao redor das pedras, com pequenas placas dizendo qual número apertar no tal radinho. E é quando você entra nessa trilha que a mágica começa a acontecer, porque quanto mais perto das pedras, mais a energia do lugar muda. Você chega perto das pedras e elas se tornam realmente impressionantes. Mesmo aquelas que já caíram.

Não dá para encostar em nenhuma delas, mas às vezes você chega realmente perto, e é como se uma paz tomasse conta do seu corpo, uma sensação de serenidade que eu só tinha associado com algumas igrejas (senti isso na catedral de Salisbury, mas não em Westminster, por exemplo). As pessoas não falam em voz alta perto das pedras – embora, ao contrário do que acontece com as igrejas, não há nenhuma convenção que as impeça. Dizem que as pedras tem energia própria, e eu acho que é verdade.

O dia em que eu fui estava nublado, mas às vezes saia um raio de sol, e quando o sol bate nas pedras, é algo lindo de se ver.  Parece que aquelas pedras em círculo refletem a luz do sol, não sei explicar. Stonehenge é um lugar muito lindo e muito mágico, um desses lugares que todo mundo deveria visitar pelo menos uma vez na vida.

ps.: Para quem se interessa pela lenda de Stonehenge, o Edward Rutherford tem um livro chamado Sarum, na qual ele “narra” a construção de Stonehenge e de Salisbury, a cidadezinha que tem ali na região, onde está uma das catedrais mais antigas da Grã-Bretanha (também é linda, vale a visita).

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