Música

Pessoas interessantes e outras recomendações

Uma pessoa interessante não liga para o julgamento dos outros. Fazem, por elas, o que ninguém jamais se propôs a fazer. Erram, pois sabem que vão aprender. Sofrem, pois sabem que vão sorrir. Sonham, pois sabem que vão realizar. As pessoas mais interessantes que eu conheço são apaixonadas pela própria vida.-  As pessoas mais interessantes que eu conheço são… via Um Sentimento Por Dia

Falando em pessoas interessantes, vocês viram o cover que a Frances Bean Cobain fez de “The Middle”, do Jimmy Eat World? Achei maravilhoso, de ouvir até enjoar – e vale seguir ela no insta também, porque ela é gótica suave mara vida.

E já que agosto, como diria minha avó, é o mês do desgosto: Banhos para limpar a energia espiritual, via Girls With Style. Obrigada de nada.

E pra fechar, o artigo que todo mundo (TODO MUNDO) tem que ler essa semana: O que me deixa puto sobre a vitória da Judoca Rafaela Silva. Me lembrei muito dessa polêmica toda lendo Very Good Lives essa semana, mas esse artigo meio que resume tudo com maestria. Sério, TEM QUE LER.

Pense um pouco. Se ela não tivesse vencido, você ainda teria se importado?

Como seria o Clube dos 27 hoje?

O Clube dos 27 é um grupo de músicos do rock ou blues influentes que morreram aos 27 anos de idade. Esse projeto, do Sachs Media Group, trabalhou envelhecendo digitalmente fotos da patotinha famosa (que inclui Janis Joplin, Jim Morrison, Jimi Hendrix, etc etc) para ver como eles seriam hoje, se não tivessem morrido. Além disso, eles trabalharam com especialistas em música para tentar advinhar o que os artistas estariam fazendo hoje.

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Jim Morrison, do Doors, teria experimentado com filmes independentes nos anos 70 (lembrando que ele morreu em 71) e eventualmente teria se tornado um escritor de sucesso. Já o Jimi Hendrix, morto no auge da carreira, teria continuado a ser o visionário que sempre foi, experimentando musicalmente, além de terminar sua fusão do jazz com o rock através de uma parceria com o Miles Davis. Kurt Cobain teria largado o Nirvana e partido para projetos menores e mais experimentais. Não sei vocês, mas eu achei o Kurt de meia idade com a mesma cara de tiozão que ainda toca rock que tem o David Grohl hahaha De repente porque eles foram colegas de banda, não sei…

Nova Imagem 2Outras menções honrosas (que não fazem parte do Clube dos 27, com exceção da Janis, mas tudo bem): Keith Moon, Janis Joplin e John Lennon. Para os pesquisadores, se o Keith Moon, baterista do The Who, não tivesse morrido aos 32 anos, a banda teria continuado unida, na ativa, concorrendo com os Rolling Stones até hoje. Já Janis Joplin teria sofrido um colapso mental no final dos anos 70 (o estilo de vida dela era mucho loco para se sustentar por muito tempo hahaha) e depois de um tempo na rehab, teria voltado à ativa com uma pegada mais soulful nos anos 80. Achei a versão envelhecida dela tipo a cara da vó da Joss Stone haha Por fim, temos John Lennon, que teria se afastado da música para se dedicar aos filhos e à atividade política. Super vejo ele protestando na ONU, criando uma fundação e viajando para a Somália para atrair atenção para a guerra civil. Agora, pra mim, a curiosidade maior é: será que ele continuaria casado com a Yoko? E uma reunião dos Beatles, será que rolaria? (essa eu acho que sim, hein gente, nem que fosse para produzir só mais uma faixa para alguma coletânea, como foi o caso de Free as a Bird, uma canção inacabada do John que Paul, Ringo e George finalizaram em 1994 para o lançamento do Anthology).

E já que eu mencionei, deixo aqui o clipe de Free as a Bird, que é muito fofo:

 

 

Música Aleatória de Domingo: Just Like a Woman

Essa semana tava procurando o ebook de “Visões do Paraíso”, do Sérgio Buarque de Holanda (que no fim não achei), e tropecei em um artigo sobre Nina Simone. Ainda estou tentando fazer a conexão entre os dois assuntos, mas de qualquer forma uma coisa levou a outra, fui ouvir umas músicas da Nina e encontrei esse cover que ela fez de uma música do Bob Dylan.

Como o artigo original sobre a Nina (esse aqui, recomendadíssimo, da obvious magazine) diz:

O amor, a escravidão, o ser mulher, a resistência, a persistência. Tudo isso cantando por uma voz profunda. Seja compondo ou interpretando, Nina fala sobre a verdade. A sua verdade. E não há nada mais bonito, e sofrível, do que isso: estar de acordo com aquilo em que se acredita verdadeiramente. Nina não foi um grande ser humano somente por lutar contra um mundo racista e machista, mas também – e principalmente – por cantar com o coração, por cantar com verdade tudo aquilo em que vivia.

Fiquem aí com essa música maravilhosa!

ps.: sim, tô cansada de me dizerem que jazz é música de velho, mas o blog e os ouvidos são meus e eu posto/ouço o que eu quiser, beijo pras crianças.

Música Aleatória de Domingo: Aces

Ruen Brothers são dois irmãos britânicos (de onde mais seriam, se não da terrinha?), Rupert e Henry Stanstall. O nome da banda é uma junção do nome deles, e o som tem aquele ar retrô maravilhoso dos anos 1960, meio rockabilly. É rock que dá vontade de sair para beber e dançar com os amigos, sabe?
Descobri via thesupernova.co

Pra quem curte: Roy Orbison, Elvis, Black Keys.

Música Aleatória de Domingo: Fake Plastic Trees

Entre essa semana e a semana passada, assisti toda a série My Mad Fat Diary, um mini-seriado (a temporada inteira tem só 6 episódios) britânico que se passa nos anos 90 e… bom, essa semana faço um post explicando tudo bonitinho sobre ela! haha 

Essa música do Radiohead, que é do album The Bends, de 1995, toca em um momento muito especial da série e eu fiquei com ela na cabeça desde então! Eu sei que é meio depressiva para domingo, mas aqui no sul tá frio, tá chuvoso, tá nublado, tá deprê, então vamos aproveitar a vibe para ouvir Radiohead hahaha