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Pessoas interessantes e outras recomendações

Uma pessoa interessante não liga para o julgamento dos outros. Fazem, por elas, o que ninguém jamais se propôs a fazer. Erram, pois sabem que vão aprender. Sofrem, pois sabem que vão sorrir. Sonham, pois sabem que vão realizar. As pessoas mais interessantes que eu conheço são apaixonadas pela própria vida.-  As pessoas mais interessantes que eu conheço são… via Um Sentimento Por Dia

Falando em pessoas interessantes, vocês viram o cover que a Frances Bean Cobain fez de “The Middle”, do Jimmy Eat World? Achei maravilhoso, de ouvir até enjoar – e vale seguir ela no insta também, porque ela é gótica suave mara vida.

E já que agosto, como diria minha avó, é o mês do desgosto: Banhos para limpar a energia espiritual, via Girls With Style. Obrigada de nada.

E pra fechar, o artigo que todo mundo (TODO MUNDO) tem que ler essa semana: O que me deixa puto sobre a vitória da Judoca Rafaela Silva. Me lembrei muito dessa polêmica toda lendo Very Good Lives essa semana, mas esse artigo meio que resume tudo com maestria. Sério, TEM QUE LER.

Pense um pouco. Se ela não tivesse vencido, você ainda teria se importado?

Meryl Streep sendo Meryl Streep e outras recomendações

Há poucas coisas a que os seres humanos se dedicam mais do que a infelicidade. Se tívessemos sido colocados na Terra por um criador maligno apenas para sofrer, teríamos uma boa razão para nos congratular por nossa reação entusiasmada a essa tarefa. Motivos para ficarmos inconsoláveis não faltam: a fragilidade do nosso corpo, a inconsistência do amor, as hipocrisias da vida social, as concessões da amizade, os efeitos entorpecentes da rotina. Diante de males tão persistentes, poderíamos naturalmente esperar que nenhum evento fosse tão aguardado quando o momento de nossa própria extinção.

– Alain de Botton, Como Proust Pode Mudar Sua Vida

Na verdade, todo leitor, enquanto está lendo, é o leitor do seu próprio eu. O trabalho do escritor é simplesmente uma espécie de instrumento ótico oferecido ao leitor para lhe permitir distinguir o que, sem o livro, ele talvez nunca fosse vivenciar em si mesmo. E o reconhecimento em si próprio, por parte do leitor, daquilo que o livro diz é a prova da sua veracidade.

– Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido

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O problema dos clichês não é conter ideias falsas, mas ser articulações superficiais de ótimas ideias. O sol muitas vezes se incendeia ao crepúculo e a lua é circunspecta, mas se continuarmos a dizer isso todas as vezes que virmos o sol ou a lua, acabaremos acreditando que essas são as últimas, e não as primeiras palavras a serem ditas sobre aquele assunto. Os clichês são superficiais na medida em que nos inspiram a acreditar que descrevem adequadamente uma situação quando estão apenas arranhando sua superfície. E, se isso tem alguma importância, é porque nossa maneira de falar está, em última instância, ligada ao nosso modo de sentir, a maneira como descrevemos o mundo deve, em algum nível, refletir o modo como vivemos.

– Alain de Botton, Como Proust Pode Mudar Sua Vida (2)

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“Santaland Diaries”

Se você acha que a vida tá difícil para você nesse Natal, David Sedaris tá aí para mostrar que podia ser pior. Muito pior. David Sedaris, que é um dos meus autores favoritos (Eu Falar Bonito Um Dia é um dos meus livros favoritos de todos os tempos) trabalhou um tempo como um elfo do Papai Noel na Macy’s de Nova York, e documentou a experiência nos seus “Santaland Diaries”. Em 1992 (!!), David leu um pedaço na rádio, e a coisa meio que virou uma tradição natalina.

O trecho é tipo maravilhoso, eu dei muita risada ouvindo! A melhor parte sem dúvida é quando o David começa a imitar a Billie Holliday hahaha Perfeito para fazer a gente desestressar nesses dias de confusão natalina!

Como seria o Clube dos 27 hoje?

O Clube dos 27 é um grupo de músicos do rock ou blues influentes que morreram aos 27 anos de idade. Esse projeto, do Sachs Media Group, trabalhou envelhecendo digitalmente fotos da patotinha famosa (que inclui Janis Joplin, Jim Morrison, Jimi Hendrix, etc etc) para ver como eles seriam hoje, se não tivessem morrido. Além disso, eles trabalharam com especialistas em música para tentar advinhar o que os artistas estariam fazendo hoje.

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Jim Morrison, do Doors, teria experimentado com filmes independentes nos anos 70 (lembrando que ele morreu em 71) e eventualmente teria se tornado um escritor de sucesso. Já o Jimi Hendrix, morto no auge da carreira, teria continuado a ser o visionário que sempre foi, experimentando musicalmente, além de terminar sua fusão do jazz com o rock através de uma parceria com o Miles Davis. Kurt Cobain teria largado o Nirvana e partido para projetos menores e mais experimentais. Não sei vocês, mas eu achei o Kurt de meia idade com a mesma cara de tiozão que ainda toca rock que tem o David Grohl hahaha De repente porque eles foram colegas de banda, não sei…

Nova Imagem 2Outras menções honrosas (que não fazem parte do Clube dos 27, com exceção da Janis, mas tudo bem): Keith Moon, Janis Joplin e John Lennon. Para os pesquisadores, se o Keith Moon, baterista do The Who, não tivesse morrido aos 32 anos, a banda teria continuado unida, na ativa, concorrendo com os Rolling Stones até hoje. Já Janis Joplin teria sofrido um colapso mental no final dos anos 70 (o estilo de vida dela era mucho loco para se sustentar por muito tempo hahaha) e depois de um tempo na rehab, teria voltado à ativa com uma pegada mais soulful nos anos 80. Achei a versão envelhecida dela tipo a cara da vó da Joss Stone haha Por fim, temos John Lennon, que teria se afastado da música para se dedicar aos filhos e à atividade política. Super vejo ele protestando na ONU, criando uma fundação e viajando para a Somália para atrair atenção para a guerra civil. Agora, pra mim, a curiosidade maior é: será que ele continuaria casado com a Yoko? E uma reunião dos Beatles, será que rolaria? (essa eu acho que sim, hein gente, nem que fosse para produzir só mais uma faixa para alguma coletânea, como foi o caso de Free as a Bird, uma canção inacabada do John que Paul, Ringo e George finalizaram em 1994 para o lançamento do Anthology).

E já que eu mencionei, deixo aqui o clipe de Free as a Bird, que é muito fofo:

 

 

2 Chopes com Julia Petit

Como se diz em inglês, everybody and their mother já deve ter visto esse vídeo, mas eu adorei e resolvi compartilhar igual.

A Julia fala umas coisas importantes. Alguns dos meus momentos favoritos:

Eu acho que as pessoas tem que ter consciência do quanto custa no processo inteiro o que elas consomem, seja um chope, seja uma calça jeans. É muito importante que elas saibam desse processo inteiro, porque você não pode ser vítima do teu consumo.

Eu acho que a comunicação de moda na internet é opressiva pra cacete. Você precisa ter coisas. […] A maioria da comunicação é: eu compro coisas, eu fotografo e eu coloco na internet, e eu sou mais legal que você por causa disso. E ela não é verdadeira.

Cada pessoa é bonita do jeito dela. […] Você não precisa ser bonita para o mundo todo. Preocupa com quem gosta de você, e o resto que se foda.

Não acompanho muito o trabalho da Julia, mas me lembrou muito os discursos de minha musa inspiradora Patti Smith. Achei inteligente, achei sincero – se você não viu, veja!