harry potter

Very Good Lives, J.K. Rowling

Sabe quando um livro fica encostado na estante sem nenhuma razão? Então. Apesar de eu ser fã da J.K., comprei esse livro, ele chegou aqui em casa e ficou séculos parado. Mesmo depois que a maratona começou, fui deixando ele pra depois. E agora entendo o porquê: estava me sentindo meio deprimida, meio fracassada, quando abri ele. E foi como se a JK tivesse me dado um grande abraço.

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Falando sério agora, quem mais seria capaz de ensinar tantas lições, em um único discurso?

Olha só o que ela diz sobre pobreza (especialmente relevante depois de umas manchetes que eu vi por aí a respeito da Rafaela Silva, nossa judoca medalhista olímpica):

Climbing out of poverty by your own efforts – that is something on which to pride yourself, but poverty itself is only romanticized by fools.

E sobre trabalho:

So given a Time-Turner, I would tell my twenty-one-year-old self that personal happiness lies in knowing taht life is not a checklist of acquisitions or achievement. Your qualifications, your CV, are not your life, though you will meet many people my age and older who confuse the two. Life is difficult, and complicated, and beyond one’s total control, and the humility to know that will enable you to survive its vicissitudes.

Sim, é um livro curtinho. Mas me deixou arrepiada do início ao fim. Posso estar sendo parcial aqui, mas pra mim foi uma das leituras mais inspiradoras que eu já tive. Ler isso em um momento que eu mesma me sentia fracassada foi muito legal, e posso dizer com segurança que me ajudou.

Mesmo se você não esteja passando por um momento ruim, leia esse livro. J.K.Rowling é uma das pessoas mais sábias que já viveu na terra, e o livro está cheio de lições preciosas. E sem paternalismo: ela é humilde ao repassar o que aprendeu.

Recomendo muito muito muito. Aliás, fica aí a dica: esse livro é um excelente presente de formatura pros amiguinhos que gostam de ler, viu? Eu pelo menos teria adorado lê-lo quando sai da faculdade.

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Recomendações Good Vibes

A moda quer que você se sinta um lixo. Você nunca vai ser bonita, você nunca vai ser alta, você nunca vai ser nada. Se você for magra usando 38, você nunca vai usar 34. E você tem que se sentir mal pra comprar. Você se sente um lixo, você vai lá e compra um sapato. Você se sente um lixo, você vai lá e compra um brinco. Você se sente um lixo, você compra um batom. Você se sente um lixo e você compra um casaco pra esconder que você é um lixo. Ou cê compra um vestido que nunca vai caber…

Jana Rosa musa master falando todas as verdades da vida nessa entrevista que ela deu para a maravilhosa da Clah

hello

Não existe um corpo perfeito. O que existe é um padrão que é cotidianamente bombardeado pelos mais variados lados – tanto na moda e na televisão, quanto na publicidade e no jornalismo. E, na maioria das vezes, esse padrão é algo extremo a ser alcançado. Nem todas as mulheres podem ser magras e muitas chegam num processo “fique magra ou morra tentando”que assusta. Grande parte não quer entrar numa reeducação alimentar e, sim, quer emagrecer o mais rápido e milagrosamente possível por causa de uma estética determinada. E sabe qual é o problema? Esse parece ser o caminho mais fácil a seguir, porque viver em um mundo quevigia constantemente o seu corpo é uma droga.

A Síndrome do Corpo Perfeito, via Teoria Criativa

Por último, esse post amor do Indiretas do Bem ❤

Capturar

Português, coisas fora de lugar e dedos na ferida

Eu odeio português.
E odeio linguística com ainda mais força.

Tenho certeza que em algum momento vou achar interessante a relação entre língua e poder, etc., mas até agora esse momento ainda não ocorreu. Quero dizer, sou uma escorpiana com Mercúrio, Marte e Plutão em Escorpião, o que mais ou menos significa que fascinação pelo poder é meu nome do meio (sério, há boatos que Maquiavel tinha um mapa astral parecido com o meu), então sinto que o assunto deveria ter um certo appeal para mim.

E eu sei que minha professora de português/redação tá toda animada aqui discutindo as diferenças entre língua, linguagem e fala – o que por si só deveria ser algo interessante, já que ela é super blasé sobre TUDO – mas assim, who cares.

No livro “Trecos, Troços e Coisas”, o Daniel Miller fala mais ou menos que a beleza dos objetos é que eles influenciam a gente sem que a gente perceba, mais ou menos como uma moldura em relação à obra de arte que ela está emoldurando. Quando as coisas estão funcionando certinho (quando a moldura é certa), você não nota que elas estão lá. Você só vai notar quando as coisas param de funcionar do jeito que deveriam – você só vai reparar a estampa da cortina da sala quando ela cair na sua cabeça. Acho que com a língua deveria ser a mesma coisa.

Logo, na minha cabeça, ter que discutir a língua em si é sinal de que estou errando na hora de escrever – eu já mencionei que tenho Mercúrio em escorpião? Pois então, nós, pessoas-com-Mercúrio-em-escorpião, odiamos sentir que estamos errando, porque somos perfeccionistas. Tá entendendo o drama? Logo, pra mim, estudar português é um processo gigante de enfiar o dedo na ferida (metafórica), puxando sempre a casquinha para que ela nunca cicatrize. Olhar para uma gramática já me dói o estômago. Abri-la e fazer exercícios nela é tipo o Harry Potter escrevendo no diário do Riddle – vai me sugando a vontade de viver.

E daí eu fico ressuscitando blogs quase mortos para poder reclamar na vida numa boa. Ninguém lê essas reclamações, mas eu continuou escrevendo, por que o que mais eu vou fazer? (perdendo tempo que poderia ser usado para, sei lá, ler um texto sobre linguística, que é o que a minha professora de português certamente desejaria que eu estivesse fazendo).

Ninguém ganha quando eu sou obrigada a estudar Português.
Ninguém.

Harry Potter e Príncipe Mestiço

Cmo vocês sabem (ou não), eu sou uma HP fangirl obssessiva.
Então tipos que eu fuçei por aí e descobri o poster do novo filme.


Tipos que eu achei que a imagem até casou sabe? Mas esse “I’m safe with you, Harry”…
Não passa a idéia que o livro passa. Ficaria muito mais bonitinho se eles resolvessem seguir o livro uma vez na vida e colocassem um “I’m not worried, Harry. I’m with you.“.
Impacto, sabe?
Mas, oi, estamos falando da Warner. Warner Bros. pode ser o escambáu, mas nunca leu nenhum dos livros da série.
Fato.

[edit] Gente, eu estava falando com as meninas do fórum que me passaram a dica e… Não querendo ser mente poluída nem nada, mas…
Essa coisa de “I’m safe with you” não pegou meio mal depois que o Dumbledore saiu do armário?