música

Nick Hornby can’t do no wrong ( ou “Books, Movies, Rhythm, Blues “)

Books-US-350x520Bom, queria começar dizendo que, como eu anunciei na minha última resenha para o #DLdoTigre, a minha ideia era ler Housekeeping vs The Dirt, o segundo livro da série de compilações das colunas do Nick Hornby para a Believer, mas não rolou por razões de: amazon não tem ele em ebook (SHAME ON YOU AMAZON!). Daí acabei escolhendo esse outro, Books, Movies, Rhythm, Blues: Twenty Years of Writing About Film, Music and Books, que também é maravilhoso.

Nick Hornby é uma autoridade em cultura pop, gente. Descobri isso lendo Alta Fidelidade (minha pobre cópia de tanto que foi lida está quase se desfazendo, coitada), confirmei isso em 23 Songs (editado como Songbook nos Estados Unidos) e em Juliet, Naked. E a própria existência da série Stuff I’ve Been Reading (a coluna dele na Believer) já serve para referenciar seu conhecimento literário. Nick Hornby é apenas quatro anos mais novo que a minha mãe, mas queria muito que ele fosse meu lifestyle coach, porque ele é incrível e provavelmente mais cool do que qualquer outra pessoa que eu conheço. Tudo o que ele diz que é bom vou correndo procurar porque esse homem CAN’T DO NO WRONG.

E, se ler um livro de um autor favorito é reencontrar um velho amigo, ler esse livro do Hornby foi como entrar na Livraria Cultura com aquele amigo culto que te passa as melhores playlists e sabe quais os melhores livros para ler. Uma das coisas que eu mais gosto nele é como ele é capaz de misturar cultura pop com cultura erudita – tipo John Le Carré e Dickens, Nelly Furtado e Bob Dylan. E isso fica super claro nos temas que ele resolveu abordar nesse livro – que, aliás, é uma compilação de várias coisas que ele escreveu sobre os assuntos do título para diferentes lugares, como o folheto da exibição comemorativa dos 50 anos de Abbey Road e um texto sobre uma exposição fotográfica sobre abuso doméstico.

hollywood

Alguns textos, é claro, foram feitos para – e provavelmente só poderão ser de fato entendidos completamente por – o público britânico. Mas mesmo nesses casos você não sente vontade de largar o livro. No máximo, quer pular algumas páginas. E mesmo esses textos são recheados de insights incríveis sobre a vida, o universo e tudo o mais. E tudo isso sem nunca ser pedante – Nick tem um humor super auto-depreciativo que impede que ele soe arrogante mesmo quando está discutindo sobre o mais erudito dos assuntos. E quando o assunto é legal (como quando ele fala dos Beatles ou naqueles dois textos sobre aquele filme maraaa que ele foi roteirista, Educação), então não tem para ninguém!

Então leiaaam gente!!! Não consigo pensar em mais coisas positivas para dizer a respeito de Nick Hornby, a não ser que ele é maravilhoso e espero que ele viva para sempre, para que a gente tenha ainda muitos e muitos livros iguais a esse! Baixem esse ebook, tem na Amazon por menos de R$7,00 – menos que um Big Mac, então não tem desculpa genteeee!!

nick

Ah, e fiz uma playlist com praticamente todas as músicas que ele menciona no livro (algumas eu não consegui achar :/) obg de nada!

Como seria o Clube dos 27 hoje?

O Clube dos 27 é um grupo de músicos do rock ou blues influentes que morreram aos 27 anos de idade. Esse projeto, do Sachs Media Group, trabalhou envelhecendo digitalmente fotos da patotinha famosa (que inclui Janis Joplin, Jim Morrison, Jimi Hendrix, etc etc) para ver como eles seriam hoje, se não tivessem morrido. Além disso, eles trabalharam com especialistas em música para tentar advinhar o que os artistas estariam fazendo hoje.

Nova Imagem

Jim Morrison, do Doors, teria experimentado com filmes independentes nos anos 70 (lembrando que ele morreu em 71) e eventualmente teria se tornado um escritor de sucesso. Já o Jimi Hendrix, morto no auge da carreira, teria continuado a ser o visionário que sempre foi, experimentando musicalmente, além de terminar sua fusão do jazz com o rock através de uma parceria com o Miles Davis. Kurt Cobain teria largado o Nirvana e partido para projetos menores e mais experimentais. Não sei vocês, mas eu achei o Kurt de meia idade com a mesma cara de tiozão que ainda toca rock que tem o David Grohl hahaha De repente porque eles foram colegas de banda, não sei…

Nova Imagem 2Outras menções honrosas (que não fazem parte do Clube dos 27, com exceção da Janis, mas tudo bem): Keith Moon, Janis Joplin e John Lennon. Para os pesquisadores, se o Keith Moon, baterista do The Who, não tivesse morrido aos 32 anos, a banda teria continuado unida, na ativa, concorrendo com os Rolling Stones até hoje. Já Janis Joplin teria sofrido um colapso mental no final dos anos 70 (o estilo de vida dela era mucho loco para se sustentar por muito tempo hahaha) e depois de um tempo na rehab, teria voltado à ativa com uma pegada mais soulful nos anos 80. Achei a versão envelhecida dela tipo a cara da vó da Joss Stone haha Por fim, temos John Lennon, que teria se afastado da música para se dedicar aos filhos e à atividade política. Super vejo ele protestando na ONU, criando uma fundação e viajando para a Somália para atrair atenção para a guerra civil. Agora, pra mim, a curiosidade maior é: será que ele continuaria casado com a Yoko? E uma reunião dos Beatles, será que rolaria? (essa eu acho que sim, hein gente, nem que fosse para produzir só mais uma faixa para alguma coletânea, como foi o caso de Free as a Bird, uma canção inacabada do John que Paul, Ringo e George finalizaram em 1994 para o lançamento do Anthology).

E já que eu mencionei, deixo aqui o clipe de Free as a Bird, que é muito fofo:

 

 

Música Aleatória de Domingo: Fake Plastic Trees

Entre essa semana e a semana passada, assisti toda a série My Mad Fat Diary, um mini-seriado (a temporada inteira tem só 6 episódios) britânico que se passa nos anos 90 e… bom, essa semana faço um post explicando tudo bonitinho sobre ela! haha 

Essa música do Radiohead, que é do album The Bends, de 1995, toca em um momento muito especial da série e eu fiquei com ela na cabeça desde então! Eu sei que é meio depressiva para domingo, mas aqui no sul tá frio, tá chuvoso, tá nublado, tá deprê, então vamos aproveitar a vibe para ouvir Radiohead hahaha 

Beatles’ Day

Como grande fã dos Beatles que sou, não poderia deixar o dia passar em branco né? (na verdade, foi na quarta passada, mas só consegui fazer o post agora e quem se importa não é mesmo só preciso de uma desculpa para fazer um post cheio de fotos do fab four)

 

E pra terminar… apenas o melhor gif!

 

(imagens via fuckyeahbeatles)

Música Aleatória de Domingo: Flowers in the Window

Meu instrutor de gyrotonic – que aparentemente tem um gosto musical parecido com o meu – levou o CD dele do Travis (comprado em Londres por £20!!!) para tocar durante a aula na ultima quinta e eu fiquei com essa música, que eu já amava, na cabeça desde então.

Acho ela fofa, com cara de domingo de sol no parque, toda amor! ❤

Nights In White Satin

Fazia tempo que eu não andava tão viciada em algumas músicas como estou agora com essas daí. Sério, gente, tô ouvindo no carro, em casa, quando vou correr (e olha que sou especialmente chata nas músicas de corrida). Sei lá porque, mas ouvindo esse mix eu sou automaticamente transportada para uma sala esfumaçada em uma noite preguiçosa dos anos 70… Acho mágico!